
"Infelizmente Laguna ficou de fora. Não houve interesse das autoridades políticas. Não houve também mobilização popular para que fosse erguida a imagem de Santo Antônio. Se conformaram com o parecer do Iphan, contra a instalação da imagem. Com isso, o município perdeu os recursos que o Estado estava disposto a repassar para esta obra", lamenta o secretário de Desenvolvimento Regional de Laguna, Mauro Candemil.
O Iphan divulgou há quase um ano um parecer sobre a construção da estátua de cerca de 45 metros de altura. Segundo a entidade, a estátua comprometeria o conjunto arquitetônico e paisagístico que é protegido pelo governo federal. A intenção era a construir o monumento no Morro da Glória, próximo à imagem de Nossa Senhora da Glória, ou então no Morro do Inhame. O instituto considera que o impacto provocado pela obra teria consequências para o tombamento histórico da cidade. Laguna foi tombada por lei federal em 1985.
A participação do Estado tanto para a obra de Santa Paulina quanto de Santo Antônio seria de R$ 1 milhão, e mais R$ 500 mil de contrapartida dos municípios. "Sem interesse de Laguna, o Estado vai tocar o convênio assinado com Imbituba. O convênio com Imaruí é no valor de R$ 800 mil e a primeira parcela só não foi liberada antes devido ao calendário eleitoral", afirma o secretário regional.
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